margaridas

margaridas

SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

Seguidores

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PARA TRÊS SENHORAS





Por um mundo mais humano, igualitário e mais feliz!

A minha homenagem às três senhoras distinguidas com o prémio Nobel da Paz.

Fui à minha estufa e fotografei a orquídea que nesta altura está florida.



quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A FLOR


Um coração fechado

Guarda os meus anseios…


Uns olhos alados

Escondem esperanças…


Uma boca sequiosa

Selada por uma flor risonha…


Os cabelos esvoaçando ao vento

Como um véu de cambraia...

Soltam-se

Enrolam-se

Colam-se

À pele, à boca, aos olhos…


A flor é o que me resta

Da primavera de abrolhos!



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

NA SOLIDÃO DAS HORAS


Neste recanto de rio manso

encontro-me na companhia da minha solidão.

Apenas o leve roçar da folhagem

sobre a cabeça…

o chilrear dos pássaros…

e o sussurro deslizante das águas…

me chama à razão.


Aqui se me avivam memórias

de um passado longínquo de sofrimento,

de um passado recente de incompreensão,

de um presente interrogado pelo desgaste das horas.


Aqui a árvore não morrerá de pé,

mas sim, serenamente, no leito aquoso

onde mergulha raízes e ramos.


A seu lado limpo-me do fel de cada dia,

lavo-me de mágoas

e busco serenidade…

ainda que salpicada de melancolia.



domingo, 2 de outubro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

LUZ E SOMBRA

A noite e as suas raízes de sombras,

Tinha de onde a onde

Um brilho coado pelas copas das árvores

Pontilhadas de estrelas.


A lua cobria tudo com um véu de prata

E, à janela da vida aberta aos amores,

Dormitavam pardais e esvoaçavam flores

Que perfumavam o ar.


Na esquinas afiadas das noites quentes,

Ouviam-se as águas deslizantes

Perfurando as marés vivas.


A noite trazia sonhos

Povoados de luras sombrias,

De brisas agrestes

Raiadas de silêncios e magias.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FIGURAS FUGIDIAS

(aguarela sobre papel)

Damas donzelas

miragens

imagens sinuosas

de ternura

telas vivas de cor

pura

Os azuis com sabor

a maresia

o vermelho ardente

das papoilas

e o verde das pradarias

Aves poisadas

de leve

como quem foge

sobre o manto amarelo

de Van Gogh

Traços ligeiros

rectas curvas pontos

unidos nos desencontros

de uma pauta

a inventar

Caprichosamente

fauna e flora

como em eco repetidas

Musicalidade breve

luzes quimeras poesias

em torno

de figuras fugidias


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

HOMENAGEM A JÚLIO RESENDE


(tinta da china s/ cartolina)

JÚLIO RESENDE
Grande mestre da pintura, nascido no Porto, faleceu hoje em Valbom com 93 anos de idade.
Foi um artista multifacetado e deixa uma grandiosa obra; os painéis "A Ribeira Negra" junto ao tabuleiro inferior da ponte de D. Luís I na cidade que o viu nascer, é sem dúvida a sua obra mais mediática. Este trabalho, que publico hoje, é a minha singela homenagem.