margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FOLHAGEM DE OUTONO




Outono!

Perfumes no ar.

Cânticos no celeiro.

Danças no lagar.

Tanta folha rodopia

cheia de graça,

plena de cor outonal,

num festim de euforia.

Sorrateira desce do seu altar

em valsa lenta

e senta-se no chão.

Amorosamente estende o lençol

e faz a cama fofa.

Mesmo assim as aves migrarão.


sábado, 22 de outubro de 2011

SOL OUTONAL


O «ó» redondo do sol.

Rosto quente e luzidio

Quase a banhar-se além Atlântico.

Sempre redondo

Sempre vermelhão

Com ar de desafio

Derramando a última réstia de luz.

Nem vento nem nuvem…

Apenas o deslizar das águas

Em calmaria.

E o sol vai descendo sorrateiro

Sempre redondo

Sempre diferente

No fim de cada dia.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

IMAGINÁRIO


Abstracção.

Sem sombras

luz plena.

Apenas formas:

arredondada

angular

fusiforme.

Abstracção.

Mar de cinza

rio frio

montanha

de urze vestida?!

Abstracção.

Dom da vida

universal.

Paz…cântico…sinfonia…

E ponto final.


domingo, 16 de outubro de 2011

SONHOS



As imagens de hoje foram trabalhadas no computador a partir de uma foto de um antúrio.


sábado, 15 de outubro de 2011

ESPLENDOR


Corpo aceso

habitado de mil fogos

saturados de rubro.


Corpo leve

na floresta densa

dos sentidos cegos de luz.


Corpo aberto

voluptuosamente húmido

na nudez desse ceptro.


Flor

Paixão

Lume

Esplendor

Visão

Sede

D’amor.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

NATUREZA MORTA

Deixo-vos hoje um trabalho realizado há já algum tempo...


(natureza morta sobre papel - pastel seco)

domingo, 9 de outubro de 2011

SEMENTES DE LUZ


Cai a noite…

Escuta-se o silêncio

por entre as vielas.

O candeeiro

semeia um pouco de luz.

Cai a noite…

Às esquinas abrem-se sombras

projectadas em lajedo irregular.

Cai a noite…

A abóbada cheia de graça

e grávida de luar

mostra-se ao rio vestido de negro

que ali, a seus pés passa…


Vila do Conde, 9 de Outubro 2011