margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

VENS?!


Para o frio que me gela a alma

teço o meu xaile

com fios de luz e maresia.


Invento os teus gestos,

o teu olhar aprisionando o meu,

o teu sorriso abrindo sobre a minha boca,

e olho o espelho das águas e estou só eu!


No vaivém das ondas

me aconchego e te espero.

Mais um Outono sombrio.

Vens de longe… de longa viagem…

teço sonhos enrodilhados de vento norte.

Vens?! Mas tu és apenas… miragem.






segunda-feira, 7 de novembro de 2011

DEIXA_ME VOAR...


Os charcos estão cheios de flores murchas.

Elas deixaram os caules a gritar,

ao abandono…

Também os teus sentimentos estiolaram

e eu passeio-me só nos areais

ao sal do vento nesta tarde pluviosa de Outono…

Risos e cantigas de outrora

foram-se pelo mar fora rumo ao infinito…

Gaivota leve que planas

sobre a espuma das ondas,

empresta-me as tuas asas.

Deixa-me voar…voar…

Até aos confins da terra, pelo espaço sideral

Rumo à paisagem lunar…


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

NOITE E DIA


Neste mar largo em desalinho,

as escamas de luar

reflectir-se-ão pela noite fora.


Lentamente a aurora espreguiçar-se-á

abrindo os olhos azuis.


Das rosas púrpura de Alexandria,

de lábios aveludados,

espalhar-se-á o perfume

no silêncio campestre.


Ao sol do meio-dia,

encosta abaixo o branco casario

a pintalgar a paisagem de uma paz celeste.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DEPOIS DA TEMPESTADE...


Olá amigos!
O meu computador" adoeceu" e como não sei tratar dele, mandei-o para o "hospital" .Demorou um pouco mais do que seria previsível para se "curar", mas finalmente, quase oito dias depois regressou a casa. Tenho agora muitos trabalhos para ver... e muito que apreciar. É bom voltar ao vosso convívio. Já sentia imensa falta!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

FOLHAGEM DE OUTONO




Outono!

Perfumes no ar.

Cânticos no celeiro.

Danças no lagar.

Tanta folha rodopia

cheia de graça,

plena de cor outonal,

num festim de euforia.

Sorrateira desce do seu altar

em valsa lenta

e senta-se no chão.

Amorosamente estende o lençol

e faz a cama fofa.

Mesmo assim as aves migrarão.


sábado, 22 de outubro de 2011

SOL OUTONAL


O «ó» redondo do sol.

Rosto quente e luzidio

Quase a banhar-se além Atlântico.

Sempre redondo

Sempre vermelhão

Com ar de desafio

Derramando a última réstia de luz.

Nem vento nem nuvem…

Apenas o deslizar das águas

Em calmaria.

E o sol vai descendo sorrateiro

Sempre redondo

Sempre diferente

No fim de cada dia.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

IMAGINÁRIO


Abstracção.

Sem sombras

luz plena.

Apenas formas:

arredondada

angular

fusiforme.

Abstracção.

Mar de cinza

rio frio

montanha

de urze vestida?!

Abstracção.

Dom da vida

universal.

Paz…cântico…sinfonia…

E ponto final.