
Para o frio que me gela a alma
teço o meu xaile
com fios de luz e maresia.
Invento os teus gestos,
o teu olhar aprisionando o meu,
o teu sorriso abrindo sobre a minha boca,
e olho o espelho das águas e estou só eu!
No vaivém das ondas
me aconchego e te espero.
Mais um Outono sombrio.
Vens de longe… de longa viagem…
teço sonhos enrodilhados de vento norte.
Vens?! Mas tu és apenas… miragem.






