margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

OLHAR SEM VER


Seguro um livro nas mãos

e procuro ler.

Mas o espírito ausente

em navegações

no passado

no presente

e no futuro

não encontra sossego.


Olho a folha crivada de fonemas

e as linhas dispersam-se

diante dos olhos.

Não consigo prendê-las

agarrar-lhes os sentidos.


No cofre do meu peito

o coração bate forte

em silenciosos ruídos.


sábado, 12 de novembro de 2011

JANELA ABERTA


Os olhos cravados no céu.

Tudo impregnado de chumbo.

Súbito, na imensidão de breu,

uma janela aberta de azul vaidoso!

Janela aureolada

dum brilho perfumado de açucenas,

que inebria.

Natureza maravilhosa!

No meio das trevas…

Um jorro de alegria!


FLORES COM ASAS


Para dar algum brilho aos dias cinzentos que temos tido ultimamente! Vento e chuva em demasia. Dedico a foto aos amigos seguidores do meu blogue. Fico feliz com a vossa visita!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

VENS?!


Para o frio que me gela a alma

teço o meu xaile

com fios de luz e maresia.


Invento os teus gestos,

o teu olhar aprisionando o meu,

o teu sorriso abrindo sobre a minha boca,

e olho o espelho das águas e estou só eu!


No vaivém das ondas

me aconchego e te espero.

Mais um Outono sombrio.

Vens de longe… de longa viagem…

teço sonhos enrodilhados de vento norte.

Vens?! Mas tu és apenas… miragem.






segunda-feira, 7 de novembro de 2011

DEIXA_ME VOAR...


Os charcos estão cheios de flores murchas.

Elas deixaram os caules a gritar,

ao abandono…

Também os teus sentimentos estiolaram

e eu passeio-me só nos areais

ao sal do vento nesta tarde pluviosa de Outono…

Risos e cantigas de outrora

foram-se pelo mar fora rumo ao infinito…

Gaivota leve que planas

sobre a espuma das ondas,

empresta-me as tuas asas.

Deixa-me voar…voar…

Até aos confins da terra, pelo espaço sideral

Rumo à paisagem lunar…


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

NOITE E DIA


Neste mar largo em desalinho,

as escamas de luar

reflectir-se-ão pela noite fora.


Lentamente a aurora espreguiçar-se-á

abrindo os olhos azuis.


Das rosas púrpura de Alexandria,

de lábios aveludados,

espalhar-se-á o perfume

no silêncio campestre.


Ao sol do meio-dia,

encosta abaixo o branco casario

a pintalgar a paisagem de uma paz celeste.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DEPOIS DA TEMPESTADE...


Olá amigos!
O meu computador" adoeceu" e como não sei tratar dele, mandei-o para o "hospital" .Demorou um pouco mais do que seria previsível para se "curar", mas finalmente, quase oito dias depois regressou a casa. Tenho agora muitos trabalhos para ver... e muito que apreciar. É bom voltar ao vosso convívio. Já sentia imensa falta!