
Seguro um livro nas mãos
e procuro ler.
Mas o espírito ausente
em navegações
no passado
no presente
e no futuro
não encontra sossego.
Olho a folha crivada de fonemas
e as linhas dispersam-se
diante dos olhos.
Não consigo prendê-las
agarrar-lhes os sentidos.
No cofre do meu peito
o coração bate forte
em silenciosos ruídos.





