domingo, 22 de janeiro de 2012
DESANUVIAR
Na tentativa de minimizar os efeitos da crise que assola alguns países do nosso planeta, e nos traz tão "acinzentados", resolvi "pintá-lo" de várias cores...agora é só escolherem onde desejam "aterrar"!!!
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
ILHA TERCEIRA (Açores)
São tantas as
areias
negras como a noite
recortando as praias.
As espumadas ondas
bailam com suas saias
finíssimas…
transparentes…
brancas…
leves…
com folhos de cambraia.
Ao ouvido dos rochedos
vão contando os seus segredos
mortinhas por se casar.
Toda a noite a lua cheia
espreita a ilha sereia
inundada de luar.
E repete-lhe bem de mansinho
com ternura e com carinho
vem ver o
mar…
vem ver o
mar…
vem ver o
mar…
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
SAUDADE
À memória de minha mãe
A dor que minh’alma sente
Eu não sei explicar.
Não há palavras que cheguem
Para eu poder contar.
É uma tristeza tão grande
Uma mágoa sem ter fim,
Que me toma a garganta
Que toma conta de mim.
Tenho agora as mãos vazias,
Trago os olhos aguados,
E no peito uma dor.
Ando por aí sem vontade
Sempre a pensar em si.
É imensa esta saudade.
Rio da Fonte, 13 de Agosto 1988
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
ÍNDICO
O coral no mar muda a cor
com a água leve a dar a dar:
do branco-róseo ao azul-verde,
cinza-alaranjado dos tons do luar.
O coral beija o líquido lençol
quente,
cuja transparência o põe a bailar.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
POESIA...PROCURA-SE
O rigor do
Inverno junto ao mar,
arrefece-me
, aos poucos , a inspiração.
Procuro o
sol e, quando brilha,
deixo-me
acariciar pelo seu lume que me afaga o coração.
Quero
desfazer os nós que me cerram a mente,
e lançar-me
às ondas num barco de alvas velas.
Busco a
poesia noite fora…
num céu
nublado e sem a luz das estrelas.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
AR DE FESTA
(aguarela s/ papel 50x35)
A todos desejo um Ano de 2012 pleno de boas realizações. Que a vida lhes sorria e se torne cada vez mais agradável de viver.Um abraço do tamanho do mundo!
Maria Emília
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
MÃE NATAL
Mãe, vem provar o meu vestido
rodado,
acertar-lhe as pregas
e colocar-me na cintura
um laçarote bem dado.
Mãe, vem sentar-me no teu regaço
cheio e quente, como outrora,
e faz-me duas tranças
brilhantes como as estrelas
do teu olhar, agora ausente.
Mãe, vem ver a boneca
tão bonita que me deste
num Natal tão longínquo.
Lavei-lhe o vestido de seda azul
e de renda, que um dia fizeste.
Está tão puído, Mãe!
Quase a desfazer-se…
Mãe, vem preparar-me o lanche:
o leite e o pão com doce de
pêssego
feito por ti.
Sinto falta de tanta coisa
que nunca mais comi.
Mãe, vem de mansinho pela chaminé
e entra no meu quarto sombrio.
Vem aquecer-me na lareira do teu
seio.
Vem, neste Natal em que estou tão
só…
Tão triste… num vazio.
Mãe, vem dar ânimo ao meu coração,
porque ele está hoje por de mais
dolorido… amargurado… frio…
A todos os amigos seguidores e visitante do meu blogue desejo BOAS FESTAS!
Farei uma pausa nestes dias festivos. Um abraço e FELIZ NATAL!
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