No alto das muralhas
bebi o ouro em cálice de filigrana pura,
embriaguei-me no azul flutuante do
jacarandá
na brisa morna da manhã,
e derreti o olhar
nos líquidos azuis evaporando ao fundo.
No alto da torre o galo emudeceu,
e neste dia de sol
não cantou a beleza infinita deste mundo.
TAVIRA, 23/5/12












