margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

FLORES PARA TI... CRIANÇA!!



(pastel óleo e aguarela sobre cartolina 66x50)






Estas flores singelas
são para as crianças que perderam as pétalas da inocência...
e abandonadas, sofrem abusos inimagináveis.
Histórias de farrapos...como rosas em botão
a desfolharem-se sem o perfume de um sorriso doce.
Medos... dores ...desolação...
Estas flores são para as crianças
com ventres cheios de vento e terra,
olhos vazios onde baila uma imensidão salgada...
Estas flores são como mil braços,
num misto de amor e raiva, de dor e protecção.
Criança abusada...
Criança faminta...
Penso em ti!
Clamo justiça!
Será em vão?!

Maria Emília Moreira ,11/12/2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

SEIXO



(técnica mista s/ cartão 65x50) rep.

Sei dum mar
de alegria onde a vida
é enfeitada
de cor e movimento.
Sei de conchas pintadas
a preceito
e de anémonas vistosas
nos seus vestidos
cor-de-rosa.
Sei dum seixo
minúsculo que encontrei
num rochedo.
Sei da beleza infinda
do seu olhar indefeso.
Sei que o trouxe
comigo
e guardo-o em segredo.

Rio da Fonte,30 de  Agosto 2005

Este meu trabalho surgiu de um pequeno seixo que encontrei na praia. Era pequeníssimo,1,50cm, mas com uma forma e um colorido maravilhoso. Resolvi reproduzi-lo, mas em grande. 

                                              
                                                                

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ÚLTIMO FULGOR!






É Outono!
As árvores estão em festa.
Sorriem-me estendendo os braços cheios de cor.
Há folhas baloiçantes, uma imensidão!
Algumas desprendem-se preguiçosamente…
E vêm rodopiantes atapetar o chão.

É Outono!
Os pássaros chilreiam. Atabalhoados esvoaçam
De ramo em ramo em grande sururu.
Aproxima-se a passos de gigante
O momento em que, friorentos, ficarão
Com o seu ninho de amor a nu.

É Outono!
Entranha-se-me o perfume de frutos maduros
E da adega onde fervilha o mosto.
Os últimos raios de sol aquecem-me molemente…
E a folhagem sussurra entre si uma canção dolente.

É Outono!
Mil folhas matizadas de verde
De amarelo e de  rubi fitam-me ansiosas da partida.
Melancólica…vou fixando imagens
Sobre imagens de mais este Outono da vida.

 Leça da Palmeira, 16 Novembro 2012


Folha -( Desenho a lápis s/ papel   30x42)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

MONSTERA (vulgo - Costela de Adão)

Para as amigas que disseram não conhecer a planta, publico estas fotos da vulgarmente conhecida costela de Adão.É uma planta ornamental e conserva-se com um metro ou metro e meio de altura ,quando em vaso e dentro de casa. Uma vez no exterior  e em condições favoráveis cresce assim e dá folhas enormes,lindas flores também grandes e os frutos com um sabor misto de ananás e banana.






Os troncos cheios de raízes que a planta estende por todo o lado para melhor trepar e se alimentar.


Como se pode ver já atinge a altura do telhado e já foi cortada.



domingo, 18 de novembro de 2012

MONSTERA



(óleo s/ tela 70x50) rep

Enormes, as folhas recortadas
dançam no meu pátio.
As raízes descem do caule
e caminham sobre o chão.
E deu flores como punhos brancos
a costela de adão.
Da flor veio o fruto maravilha.
É soberbo na forma,
com textura em grãos hexagonais
e ao seu sabor não há quem resista.
Folhas, flores e frutos
esta trilogia tem tal sedução
que é digna de pincel de artista.

Rio da Fonte, 29 Agosto 2005

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

LUZ E SOMBRA



(desenho geométrico, nanquim, lápis de aguarela s/ cartolina 50x65)

Portas rasgadas para a luz do jardim.
Como vitrais de pura fantasia.
Na parede escura de cetim,
reinam três musas em plena harmonia.

Rio  da Fonte, 14 /11/2012

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

AS MÃOS



( água de café s/ papel 30x20) rep.


Como se espalha o pó do tempo
sobre as mãos que estendo
para colher a rosa do jardim.


Já não são esguios os meus dedos
e a pele pontilhada de sinais
perde o viço perfumado do jasmim.


As mãos cansadas ergo, e moldo-as no rosto.
As articulações tão redondas e doloridas
causam-me apreensão e desgosto.


Vivo a certeza plena que o relógio do tempo não pára,
segue imperturbável rumo ao fim,
num tic-tac de raiva e de silêncio.


As minhas mãos aperto e grito sufocada,
por um rio de lágrimas a correr dentro de mim.

Leça da Palmeira, 8/2/2004