E por ser Natal…
O século vinte e um devia ser tempo de amor fraternal,
de
partilha, de olhar em volta e praticar o bem.
Mas a
imagem que ressalta afinal,
é para
alguns uma vida de fausto e riqueza,
enquanto
muitos se debatem
dia a
dia, com mais injustiças e pobreza.
Quantos, depois de uma vida de trabalho
tinham direito a sonhar!
Mas como
sanguessugas fazem-lhe a sangria:
à
invalidez subtraem os subsídios, emagrecem as pensões,
inventam
impostos a dobrar,
aplicando-os
de forma desumana e fria.
Gente
sem carácter e sem lei,
que para
si e para os seus partilha regalias e bem estar,
e o
português de norte a sul deixa o seu
ninho, a sua grei
e retoma
o seu fado… emigrar!
Rio da Fonte, 20 de
Dezembro de 2012














