margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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sábado, 29 de dezembro de 2012

AS PRAGAS!




Estava a escrever e bateram-me
bruscamente à porta.
Um pedinte, em nome de uma organização
por ele identificada, desconhecida para mim,
da qual não tenho memória
de nome ou morada.

Insistentemente pedia dinheiro
para a tal “confraria”.
 - Não! Não dou nada!
E o sujeito bem falante argumentava.
Mantive-me segura na negativa.
O homem perdeu as estribeiras:
 - Ao menos um euro para uma”bejeca”!
 - Não, não sustento vícios! – tal é o dislate.

De imediato, com todas as letras
mandou-me àquela parte!!!

Desejo  a todos um FELIZ ANO 2013! 

Tenham cuidado com as "pragas " que nesta época tentam aproveitar-se da boa vontade de alguns e da miséria de outros...para colherem  benefícios para si próprios.

domingo, 23 de dezembro de 2012

SONHOS


Como as minhas duas publicações poéticas anteriores focaram assuntos demasiado"pesados", direi até, "dramáticos",neste dia 24 de Dezembro quero oferecer-vos algo mais "leve".
Renovo os votos de FELIZ NATAL para todos.




Quem me dera ser Mãe Natal,
Para acender estrelas aos milhões!
Pôr os olhos das crianças a brilhar
E derreter o gelo de muitos corações!

Quem me dera ser Mãe Natal!
E espalhar na terra a Paz e a Alegria.
Eliminar a fome, a dor ,o mal,
E transformá-la num Reino de Poesia!


 Rio da Fonte, 23 de Dezembro 2012

               Farei uma pausa...breve...pois sinto falta da vossa companhia.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

TEMPOS DE MUDANÇA




E por ser Natal…


O século  vinte e um devia ser tempo de amor fraternal,
de partilha, de olhar em volta e praticar o bem.
Mas a imagem que ressalta afinal,
é para alguns uma vida de fausto e riqueza,
enquanto muitos se debatem
dia a dia, com mais injustiças e pobreza.

Quantos, depois de uma vida de trabalho
tinham  direito a sonhar!
Mas como sanguessugas fazem-lhe a sangria:
à invalidez subtraem os subsídios, emagrecem as pensões,
inventam impostos a dobrar,
aplicando-os de forma desumana e fria.
Gente sem carácter e sem lei,
que para si e para os seus partilha regalias e bem estar,
e o português  de norte a sul deixa o seu ninho, a sua grei
e retoma o seu fado… emigrar!


Rio da Fonte, 20 de Dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

FLORES PARA TI... CRIANÇA!!



(pastel óleo e aguarela sobre cartolina 66x50)






Estas flores singelas
são para as crianças que perderam as pétalas da inocência...
e abandonadas, sofrem abusos inimagináveis.
Histórias de farrapos...como rosas em botão
a desfolharem-se sem o perfume de um sorriso doce.
Medos... dores ...desolação...
Estas flores são para as crianças
com ventres cheios de vento e terra,
olhos vazios onde baila uma imensidão salgada...
Estas flores são como mil braços,
num misto de amor e raiva, de dor e protecção.
Criança abusada...
Criança faminta...
Penso em ti!
Clamo justiça!
Será em vão?!

Maria Emília Moreira ,11/12/2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

SEIXO



(técnica mista s/ cartão 65x50) rep.

Sei dum mar
de alegria onde a vida
é enfeitada
de cor e movimento.
Sei de conchas pintadas
a preceito
e de anémonas vistosas
nos seus vestidos
cor-de-rosa.
Sei dum seixo
minúsculo que encontrei
num rochedo.
Sei da beleza infinda
do seu olhar indefeso.
Sei que o trouxe
comigo
e guardo-o em segredo.

Rio da Fonte,30 de  Agosto 2005

Este meu trabalho surgiu de um pequeno seixo que encontrei na praia. Era pequeníssimo,1,50cm, mas com uma forma e um colorido maravilhoso. Resolvi reproduzi-lo, mas em grande. 

                                              
                                                                

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ÚLTIMO FULGOR!






É Outono!
As árvores estão em festa.
Sorriem-me estendendo os braços cheios de cor.
Há folhas baloiçantes, uma imensidão!
Algumas desprendem-se preguiçosamente…
E vêm rodopiantes atapetar o chão.

É Outono!
Os pássaros chilreiam. Atabalhoados esvoaçam
De ramo em ramo em grande sururu.
Aproxima-se a passos de gigante
O momento em que, friorentos, ficarão
Com o seu ninho de amor a nu.

É Outono!
Entranha-se-me o perfume de frutos maduros
E da adega onde fervilha o mosto.
Os últimos raios de sol aquecem-me molemente…
E a folhagem sussurra entre si uma canção dolente.

É Outono!
Mil folhas matizadas de verde
De amarelo e de  rubi fitam-me ansiosas da partida.
Melancólica…vou fixando imagens
Sobre imagens de mais este Outono da vida.

 Leça da Palmeira, 16 Novembro 2012


Folha -( Desenho a lápis s/ papel   30x42)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

MONSTERA (vulgo - Costela de Adão)

Para as amigas que disseram não conhecer a planta, publico estas fotos da vulgarmente conhecida costela de Adão.É uma planta ornamental e conserva-se com um metro ou metro e meio de altura ,quando em vaso e dentro de casa. Uma vez no exterior  e em condições favoráveis cresce assim e dá folhas enormes,lindas flores também grandes e os frutos com um sabor misto de ananás e banana.






Os troncos cheios de raízes que a planta estende por todo o lado para melhor trepar e se alimentar.


Como se pode ver já atinge a altura do telhado e já foi cortada.