margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

LÍRIOS ROXOS




(acrílico aguado  sobre papel   40x30) rep.


Gosto dos lírios roxos
da transparência do seu sacrário
da trilogia sinuosa abrindo-se
como lágrimas caindo
e do abraço dos três braços

Gosto dos lírios roxos
espalhados pelas sebes nos quintais
e do seu olhar misterioso e macio
orvalhado de estranhos rituais

Gosto dos lírios roxos
como veias transparentes de fino recorte
gosto da mística verticalidade do seu porte




Rio da Fonte, 29-8-1998

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

UM PAR e UMA OFERTA



Esta foi uma das minhas primeiras experiências com lápis de cera, acrílico aguado e tinta da china sobre cartolina  60x50 


Fiz este trabalho no computador já faz tempo...resolvi acrescentar-lhe o texto e deixa-lo aqui para quem o quiser levar. Penso que terei  de estar ausente por causa dos estragos que o mau tempo me provocou em casa. O meu abraço a todos. Sempre que tiver um tempinho irei visitá-los.

sábado, 12 de janeiro de 2013

MARGARIDAS À JANELA




(Acrílico e lápis de cera s/ cartolina  50x65)rep

 SEMENTES

O canteiro onde depus
As sementes dos meus versos,
Floriu com a ternura dos meus dedos.
Mesmo quando o astro rei não brilha,
As  anémonas e as margaridas tão singelas
Abrem as suas janelas, sem medos,
Ostentando uma beleza irreal.

Olho com espanto a maravilha
Desse reino de escrita vegetal,
Que em mim produz efeitos de acalmia.
É aqui, que busco na solidão,
Depois de um dia farto
E de exaustivo burburinho:
Paz para o coração
E pão para o caminho.


Rio da Fonte, 20 de Maio 2001

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PASSATEMPO


E como o tempo passa sem se dar por ele quando me proponho jogar com as cores e as formas de uma foto banal...sem graça...sem ponta por onde se lhe pegue!
A última é a original, a partir dela foram "nascendo" as outras.
A primeira é a minha preferida. E as vossas?

I

II

III

IV

V
  
 VII

VIII

IX

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

GALHOS DA FIGUEIRA DO MEU QUINTAL



( técnica mista  s/ cartolina  50x65) rep

Com emoção pintei meses a fio
olhando os galhos da figueira
sobre a mesa de trabalho.

Foi lenta a descoberta
das formas e das cores,
da doçura dos pingos de mel
caindo dos figos abertos
num sorriso carnudo.

Meses a fio olhei e passei ao papel
cada folha, cada figo,
traço sobre traço, cor sobre cor,
até chegar ao fim de um parto
de amor bem conseguido.

Rio da Fonte, Abril 2008



                                              
                                             

sábado, 29 de dezembro de 2012

AS PRAGAS!




Estava a escrever e bateram-me
bruscamente à porta.
Um pedinte, em nome de uma organização
por ele identificada, desconhecida para mim,
da qual não tenho memória
de nome ou morada.

Insistentemente pedia dinheiro
para a tal “confraria”.
 - Não! Não dou nada!
E o sujeito bem falante argumentava.
Mantive-me segura na negativa.
O homem perdeu as estribeiras:
 - Ao menos um euro para uma”bejeca”!
 - Não, não sustento vícios! – tal é o dislate.

De imediato, com todas as letras
mandou-me àquela parte!!!

Desejo  a todos um FELIZ ANO 2013! 

Tenham cuidado com as "pragas " que nesta época tentam aproveitar-se da boa vontade de alguns e da miséria de outros...para colherem  benefícios para si próprios.

domingo, 23 de dezembro de 2012

SONHOS


Como as minhas duas publicações poéticas anteriores focaram assuntos demasiado"pesados", direi até, "dramáticos",neste dia 24 de Dezembro quero oferecer-vos algo mais "leve".
Renovo os votos de FELIZ NATAL para todos.




Quem me dera ser Mãe Natal,
Para acender estrelas aos milhões!
Pôr os olhos das crianças a brilhar
E derreter o gelo de muitos corações!

Quem me dera ser Mãe Natal!
E espalhar na terra a Paz e a Alegria.
Eliminar a fome, a dor ,o mal,
E transformá-la num Reino de Poesia!


 Rio da Fonte, 23 de Dezembro 2012

               Farei uma pausa...breve...pois sinto falta da vossa companhia.