margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

O MEU GALO E O 25 DE ABRIL !



(pastel óleo s/ cartão 30x22)

Se o 25 de Abril se tivesse cumprido, o meu galo cantaria!!!
 Assim, continua mudo...enquanto certos "galifões" se banqueteiam saltitando de poleiro em poleiro!
 Os Zés e as Marias estão na rua, sem casa, sem trabalho, sem dinheiro!

AGRADECIMENTO


(foto trabalhada no computador)

Ao amigo Thiago ofereço esta jarra com flores e o meu abraço. Fui convidada a responder ao Tag, publicado em 24/4/13. Obrigada. Sinto-me muito honrada.
Amigos, visitem o seu blog, pois tem artigos de opinião com muita actualidade e interesse.
Não se arrependerão!

(http://www.riosul2012.com/2013/04/entrevistados-do-trocyn-bao.html

sexta-feira, 19 de abril de 2013

LAGO AZUL



(foto trabalhada no computador)

O sol entrava pelas portas da cidade
E nós com um sorriso iluminado
Caminhávamos

Ei-la refrescando-se no azul do lago tranquilo
Aos poucos nasciam pessoas dos prédios
Os jardins e os vasos floridos miravam-se
Nas águas enfeitadas

Um jacto enorme cortava a encosta e o céu
Depois caía abrindo-se ao sabor do vento
Com fragrância

Qual laranjeira em véu de noiva
De infinita transparência


Genève, 1988

In "Da Poesia" Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea  Vol.VIII Ed.Minerva

sexta-feira, 12 de abril de 2013

BAILARINAS de DEGAS (estudo)



( pastel óleo s/ cartolina amarela 80x60)
  
Edgar Degas (1834 – 1917)
Nasce em Paris no seio de uma família abastada. Sofre as influências dos grandes movimentos estéticos do seu tempo, realismo e impressionismo, embora tenha mantido uma certa independência e seguindo as suas próprias ideias.
Estuda em Paris e mais tarde em Roma. Viaja pela Itália e visita museus.
Em 1853 regressa a Paris e continua a sua formação. Inscreve-se como copista no Museu do Louvre. Tinha uma máxima: “É preciso copiar e recopiar os mestres…
A sua obra é vasta. Executa retratos, um dos seus óleos mais famosos encontra-se no Museu d’Orsay em Paris – L’Absinthe; quadros históricos, paisagens, jóqueis e bailarinas.
Degas fica conhecido especialmente pela série de obras cujo tema é o “ballet”.
“ O pintor não negligenciou o duro trabalho que a dança requer. Ele revela a deterioração causada por este trabalho assalariado que parece tão fácil. Degas mostra o treino, o tédio e o desgosto das bailarinas, chupadas, exaustas pelo treino…”
Informações recolhidas no livro de Bernd Growe -  Taschen

Por que razão vos falo hoje de Degas? Simples.                                                                        
Há já um mês assisti ao bailado “Giselle” pelo Russian Classical Ballet no  Cine Teatro  de Vila do Conde. Fiquei maravilhada! Lembrei-me de Degas.
Ora…seguindo a máxima do pintor, quando frequentei aulas de desenho e pintura, também eu copiei os mestres. Então, procurei nas minhas pastas os estudos que fiz, fotografei um deles e aqui está!
 A minha homenagem a Edgar Degas e às suas bailarinas!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

COROAS DE REI





( acrílico s/ cartolina 70x50)

As flores estão por aí!
Nos jardins, bem cuidadas
ou nas encostas rochosas ou nas bermas das estradas.
E como dão vida à vida!
Toda a flor é naturalmente bela,
desde a mais preciosa à mais singela.
Mas as coroas de rei
são mais do que belas, são altivas!
E olham-nos do alto do seu trono vertical
circundado de verde folhagem.
Abrem-se as flores em alvas e carnudas pétalas
salpicadas de rubis,
exibindo orgulhosas os longos estames
coroados de pólen carmim,
que se dispersa com a aragem nos dias primaveris.

 Maria Emília Moreira

terça-feira, 26 de março de 2013

GERÂNIO



( acrílico e pastel óleo s/ cartolina 65x50) rep


Gravado a acrílico e pastel
como quem cinzela
o granito,
o vaso rústico em papel,
evoca com pujança
a natureza floral
no seu grito de cor
e de seiva,
de linhas afiadas
como espadas,
de linhas redondas
vermelhas e macias
salpicadas de amor.
Todo o perfume da terra
se envolve sobre o suporte
delicado, com calor,
num belo quadro
sombreado,
onde se cruzam
infindáveis elementos
de sensual fulgor.



( foto  trabalhada no computador)

A quantos me honram com a vossa visita e amáveis comentários o meu abraço .
Farei uma breve paragem a partir de quinta-feira. Tanto eu com o meu computador, estamos com as"pilhas"gastas. 

UMA DOCE E ALEGRE PÁSCOA!

sexta-feira, 22 de março de 2013

POEMA PRIMAVERIL


 (acríliico s/ papel 61x41)


(pormenor do anterior)

Hoje, de manhãzinha,
Os pardais despertaram-me
Cantando no peitoril da janela
Odes de amor, numa euforia!
Tão grata lhes fiquei pela lembrança
Que em pétalas de rosa
Servi-lhes alimento – migalhas de poesia!

Hoje uma rola mansa
Poisou-me nos dedos
Como se de galhos de árvore se tratasse.
E a magnólia em frente
Desperta com a primeira folhagem verde
Particularmente mimosa e lança-as ao sol
À chuva, ao vento agreste –   tão receosa!
As flores sorriem no alto do seu trono
Vestido de azul e verde.
 E são tantas pelos campos fora
 Num delírio de arco-íris.

Pássaros e flores… uma duplicidade
Tão perfeita,
Pois que finalmente …depois de um Inverno sombrio,
A Primavera espreita!


(lápis de cera e aguarela s/ papel30x43)

Este  é um tema mil vezes glosado através dos tempos. Deixo um poema que tirei da gaveta, escrito na juventude (há quantos anos!) Nas pastas onde guardo muitos desenhos e pinturas, bem mais recentes,(1991 e seguintes), escolhi estes trabalhos um pouco "naifs" para acompanhar o poema.

sábado, 16 de março de 2013

NOITE SEM ESTRELAS




Ao cair da noite
estendo o lençol da preguiça
sobre a cama entreaberta.
Deixo que o meu corpo
se inunde da morna mansidão
da luz coada do candeeiro.
Como me aconchega a ternura
da chuva na vidraça!

É bom enroscar o corpo
e sentir as coxas sobre os seios,
abraçar as pernas dobradas,
o rosto a tocar os joelhos, em compressão.
Depois o desenrolar,
o distender o tronco,
os braços, as pernas,
os olhos cerrados a sentir, leve, a respiração.
Cubro-me com o lençol da preguiça
ao cair da noite.

Publicado no "jornal de Matosinhos"