margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

PESSIMISMO





Duvido deste mundo
com valores em queda
acentuada.
Duvido que chegue a paz
tão longamente urdida
e negociada.
Duvido do querer de muitos
dos homens que governam.
Duvido das suas palavras
tão mansas quanto ternas.
Duvido de muitos que pedem
em nome dos pobres.
Duvido que não vão cinicamente
aumentando os seus cobres.
Duvido das palavras saídas da boca
de muita gente: amor ao próximo,
solidariedade.
Duvido que se trabalhe
em prol da igualdade.
Duvido, duvido, duvido!
Com raiva a tudo o que machuca.
Duvido que a face da terra
se livre, deste lixo que a conspurca!

domingo, 26 de maio de 2013

INSTANTES



(pastel óleo e aguarela s/ papel 48x 35) Rep.


Olhar o mar
cheio de brancas velas
a pincelar de luz
o horizonte azul

Silenciar a tarde
na procura da palavra exacta
para selar
estes viscosos instantes
impregnados da quentura solar
e do beijo refrescado
pelo vidro das águas

Pastorear a alma
enxameada pela solidão
no fundo das noites salpicadas
de estrelas

Desfalecer na fugaz labareda
com as mãos de pássaro
sobre o corpo tenso
e aceitar a partida sem regresso
na espiral do tempo 


segunda-feira, 20 de maio de 2013

A MINHA PREFERIDA É...

I

II

III

IV

V

VI

VII

VIII

IX

X

Hoje não há poesia escrita!
Hoje há poesia em imagens!
Já mostrei anteriormente outras  experiências com fotografias transformadas.
É uma forma lúdica de esquecer-me da crise e das "caras de songa-monga" destes "desgovernantes!
É também uma forma de ultrapassar as minhas angústias e os achaques próprios da idade "sexy", isto é, da ternura dos sessenta e sete!!!

Ora apreciem!
A última imagem, tão sem graça...esteve na origem das nove anteriores.
Digam de vossa justiça!

A minha preferida é...

Obrigada a todos quantos me visitam e deixam um comentário.

terça-feira, 7 de maio de 2013

ONDE SE ESCONDEM OS POEMAS?




Onde se escondem os poemas?
Talvez no avesso das palavras
Douradas de sol.

Onde se escondem os poemas?
Talvez nos pântanos de sonho
Enfeitados de lírios.

Onde se escondem os poemas?
Talvez nas pedras onde jorram olhos
De água cristalina.

Onde se escondem os poemas?
Talvez no pó da terra lavrada
Ressequida pelo vento.

Onde se escondem os poemas?
Talvez na toca silenciosa do meu peito,
Quando desabrocham dias enfeitados
De flamingos rosa,
Nas noites luarentas
Em que bebo as estrelas
Sob os lençóis de prata em que me deito.

in  "À Rédea Solta" Maria Emília Costa Moreira
edium editores  (rep.)



terça-feira, 30 de abril de 2013

MAIO É UMA FESTA!



Foto das minhas orquídeas


Hoje é Maio!
Maio perfumado e embriagador,
Maio gaiato
Maio em flor,
Nos campos, nos jardins e nos pinhais.

Hoje é Maio!
E até o mar floriu
Junto aos rochedos,
E canta a canção dos seus segredos,
Aos longos e ternos areais.

Hoje é Maio!
Maio vestido de céu azul,
De urze, madressilva e de giesta.

Hoje é Maio!
Maio garrido e sensual,
Maio é uma festa!


 in " À Rédea Solta" Maria Emília Costa Moreira
edium editores (rep.)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O MEU GALO E O 25 DE ABRIL !



(pastel óleo s/ cartão 30x22)

Se o 25 de Abril se tivesse cumprido, o meu galo cantaria!!!
 Assim, continua mudo...enquanto certos "galifões" se banqueteiam saltitando de poleiro em poleiro!
 Os Zés e as Marias estão na rua, sem casa, sem trabalho, sem dinheiro!

AGRADECIMENTO


(foto trabalhada no computador)

Ao amigo Thiago ofereço esta jarra com flores e o meu abraço. Fui convidada a responder ao Tag, publicado em 24/4/13. Obrigada. Sinto-me muito honrada.
Amigos, visitem o seu blog, pois tem artigos de opinião com muita actualidade e interesse.
Não se arrependerão!

(http://www.riosul2012.com/2013/04/entrevistados-do-trocyn-bao.html

sexta-feira, 19 de abril de 2013

LAGO AZUL



(foto trabalhada no computador)

O sol entrava pelas portas da cidade
E nós com um sorriso iluminado
Caminhávamos

Ei-la refrescando-se no azul do lago tranquilo
Aos poucos nasciam pessoas dos prédios
Os jardins e os vasos floridos miravam-se
Nas águas enfeitadas

Um jacto enorme cortava a encosta e o céu
Depois caía abrindo-se ao sabor do vento
Com fragrância

Qual laranjeira em véu de noiva
De infinita transparência


Genève, 1988

In "Da Poesia" Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea  Vol.VIII Ed.Minerva