margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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segunda-feira, 22 de julho de 2013

ESTUDO - RENOIR

"REGAÇO"


(acrílico s/ tela 25x37)

Este meu estudo é de 1996. Feito a partir de um quadro de Renoir "A menina Romaine Lacaux".Apenas me debrucei numa pequena parte do retrato e dei-lhe o título de" Regaço".

Um pequeno apontamento sobre o pintor francês

Auguste Renoir foi um talentoso mestre da pintura.Nasceu em Limoges a 25/2/1841 e faleceu em Cagnes-Sur- Mer a 3/12/1919.
Deixou-nos obras conhecidas e apreciadas no mundo inteiro.
Um grande pintor impressionista.
Prevalecem nos seus quadros, as cores fortes e brilhantes e linhas harmónicas. Neles podemos ver a figura humana ou grupos de pessoas e paisagens.
Refiro apenas três das suas grandes obras:
"Le Moulin de la Galette"
" As grandes Banhistas"
"Odalisca"

segunda-feira, 15 de julho de 2013

MISCELÂNEA




Junto ao vento que passa
e ao enovelar das ondas
 - o voo transparente das gaivotas

Junto à pureza infinita
do horizonte azul
 - o riso de fonte das crianças

Junto à tranquilidade doce
do calmo entardecer
 - o brilho sonolento do sol avermelhando as águas

Junto alegrias tristezas sonhos e mágoas



In  À Rédea Solta  - edium editores
Rep.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

UMA ROSA PARA A MINHA MÃE




Se a minha mãe fosse viva faria hoje 98 anos!
A minha singela homenagem  para uma lutadora, para uma mulher simples, mas com uma visão do mundo e da vida  que ainda hoje me surpreendo quando recordo as suas palavras e os seus ensinamentos.

SAUDADE

A dor que minh’alma sente
Eu não sei explicar.
Não há palavras que cheguem
Para eu poder contar.

É uma tristeza tão grande
Uma mágoa sem ter fim,
Que me toma a garganta
Que toma conta de mim.

Tenho agora as mãos vazias,
Trago os olhos aguados,
E no peito uma dor.
Ando por aí sem vontade
Sempre a pensar em si.
É imensa esta saudade.

 Maria Emília Moreira- (repetido)
"in"    À Rédea Solta  Edium Editores

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ENGRENAGEM



(foto trabalhada no computador M.E.)rep.


Enjeito toda a forma de engrenagem
Para enrolar a vida,
Já de si tão tensa e confusa
Quanto apodrecida.

Repudio a falta de ética
Que rege tantas vidas
De gente que cada vez mais
Trepa patamares sem conta nem medida.

Recuso a vilania por aí instalada,
Onde uns têm tudo…outros nada,
Sendo triturados numa roda dentada.


domingo, 16 de junho de 2013

NO MAR


(técnica mista s/madeira -areia,papel,conchas,cola, verniz e acrílico- 42x54) rep

Sei duma gruta entre os rochedos,
grande, funda e bela.
Sei duma gruta de águas límpidas
e frescas e só eu sei dela.

Sei que está cheia de cor
verde-alga, castanho-sargaço,
de ouriços roxos,
estrelas vermelhas, rosas e amarelas.

Sei de anémonas belíssimas e finas,
e de tufos castanhos e longos
como crinas,
flutuando ao sabor da corrente.

Sei de limos viçosos
e de peixinhos minúsculos e vistosos
dançando suavemente.

Sei de conchas de nácar
e de búzios perfeitos,
rosados, brancos, pintalgados de negro,
e de grandes grutas nos rochedos.

Sei,
sei mas não digo,
para que ninguém conspurque
este paraíso!

in  "À   Rédea Solta - Edium Editores

 
(pormenor do mesmo  quadro )

domingo, 9 de junho de 2013

IMENSIDÃO



Retorno ao cabo
onde o vento canta
áreas de sonho
na  falésia a pino


Regresso ao mar
que com exaltação
e na fantástica cupidez
do seu destino
banha as rochas negras douradas e nuas

         as beija
         as acaricia
         as perfura
         as tritura
e as sente voluptuosamente suas


Eis-me junto ao farol
cujo perfil firme
altivo e estático na sua solidão

       rasga nuvens
       descobre céus
       alumia mares
       desafia tempestades
num imenso hino de fraterna comunhão



in " À Rédea Solta"  Edium  Editores




segunda-feira, 3 de junho de 2013

PESSIMISMO





Duvido deste mundo
com valores em queda
acentuada.
Duvido que chegue a paz
tão longamente urdida
e negociada.
Duvido do querer de muitos
dos homens que governam.
Duvido das suas palavras
tão mansas quanto ternas.
Duvido de muitos que pedem
em nome dos pobres.
Duvido que não vão cinicamente
aumentando os seus cobres.
Duvido das palavras saídas da boca
de muita gente: amor ao próximo,
solidariedade.
Duvido que se trabalhe
em prol da igualdade.
Duvido, duvido, duvido!
Com raiva a tudo o que machuca.
Duvido que a face da terra
se livre, deste lixo que a conspurca!