margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

FIGURAS FUGIDIAS



(aguarela s/ papel  37x25) rep

Damas donzelas
miragens
imagens sinuosas
de ternura
telas vivas de cor
pura
Os azuis com sabor
a maresia
o vermelho ardente
das papoilas
e o verde das pradarias
Aves poisadas
de leve
como quem foge
sobre o manto amarelo
de Van Gogh
Traços ligeiros
rectas curvas pontos
unidos nos desencontros
de uma pauta
a inventar
Caprichosamente
fauna e flora
como em eco repetidas
Musicalidade breve
luzes quimeras poesias
em torno
de figuras fugidias

In "À Rédea Solta" -edium editores





sexta-feira, 26 de julho de 2013

NUNCA MAIS!




Nunca mais te verei andando pela casa.
Nunca mais soará a tua voz aos meus ouvidos.
Nunca mais acariciarei os teus cabelos brancos.
Nunca mais! Nunca mais! Gritam  os meus sentidos.


Vejo incessantemente
O teu rosto sofredor.
Oiço continuamente
Os teus últimos suspiros.
E choro e reclamo e sofro e grito.
E procuro encontrar-te... lá no infinito.

Rio da Fonte, 27 de Agosto de 1988
"In" À Rédea Solta - Edium Edotores



Julho é um mês carregado de emoções. Dia 10 - aniversário de minha mãe; dia 27- dia do seu falecimento com 73 anos de idade. Perdi-a há 25 anos. Este poema foi escrito um mês depois da sua ida...
Sei-o de cor e digo-o muitas vezes, baixinho ...como se fosse uma oração.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

ESTUDO - RENOIR

"REGAÇO"


(acrílico s/ tela 25x37)

Este meu estudo é de 1996. Feito a partir de um quadro de Renoir "A menina Romaine Lacaux".Apenas me debrucei numa pequena parte do retrato e dei-lhe o título de" Regaço".

Um pequeno apontamento sobre o pintor francês

Auguste Renoir foi um talentoso mestre da pintura.Nasceu em Limoges a 25/2/1841 e faleceu em Cagnes-Sur- Mer a 3/12/1919.
Deixou-nos obras conhecidas e apreciadas no mundo inteiro.
Um grande pintor impressionista.
Prevalecem nos seus quadros, as cores fortes e brilhantes e linhas harmónicas. Neles podemos ver a figura humana ou grupos de pessoas e paisagens.
Refiro apenas três das suas grandes obras:
"Le Moulin de la Galette"
" As grandes Banhistas"
"Odalisca"

segunda-feira, 15 de julho de 2013

MISCELÂNEA




Junto ao vento que passa
e ao enovelar das ondas
 - o voo transparente das gaivotas

Junto à pureza infinita
do horizonte azul
 - o riso de fonte das crianças

Junto à tranquilidade doce
do calmo entardecer
 - o brilho sonolento do sol avermelhando as águas

Junto alegrias tristezas sonhos e mágoas



In  À Rédea Solta  - edium editores
Rep.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

UMA ROSA PARA A MINHA MÃE




Se a minha mãe fosse viva faria hoje 98 anos!
A minha singela homenagem  para uma lutadora, para uma mulher simples, mas com uma visão do mundo e da vida  que ainda hoje me surpreendo quando recordo as suas palavras e os seus ensinamentos.

SAUDADE

A dor que minh’alma sente
Eu não sei explicar.
Não há palavras que cheguem
Para eu poder contar.

É uma tristeza tão grande
Uma mágoa sem ter fim,
Que me toma a garganta
Que toma conta de mim.

Tenho agora as mãos vazias,
Trago os olhos aguados,
E no peito uma dor.
Ando por aí sem vontade
Sempre a pensar em si.
É imensa esta saudade.

 Maria Emília Moreira- (repetido)
"in"    À Rédea Solta  Edium Editores

quarta-feira, 26 de junho de 2013

ENGRENAGEM



(foto trabalhada no computador M.E.)rep.


Enjeito toda a forma de engrenagem
Para enrolar a vida,
Já de si tão tensa e confusa
Quanto apodrecida.

Repudio a falta de ética
Que rege tantas vidas
De gente que cada vez mais
Trepa patamares sem conta nem medida.

Recuso a vilania por aí instalada,
Onde uns têm tudo…outros nada,
Sendo triturados numa roda dentada.


domingo, 16 de junho de 2013

NO MAR


(técnica mista s/madeira -areia,papel,conchas,cola, verniz e acrílico- 42x54) rep

Sei duma gruta entre os rochedos,
grande, funda e bela.
Sei duma gruta de águas límpidas
e frescas e só eu sei dela.

Sei que está cheia de cor
verde-alga, castanho-sargaço,
de ouriços roxos,
estrelas vermelhas, rosas e amarelas.

Sei de anémonas belíssimas e finas,
e de tufos castanhos e longos
como crinas,
flutuando ao sabor da corrente.

Sei de limos viçosos
e de peixinhos minúsculos e vistosos
dançando suavemente.

Sei de conchas de nácar
e de búzios perfeitos,
rosados, brancos, pintalgados de negro,
e de grandes grutas nos rochedos.

Sei,
sei mas não digo,
para que ninguém conspurque
este paraíso!

in  "À   Rédea Solta - Edium Editores

 
(pormenor do mesmo  quadro )