Frente ao mar da Boa Nova,
inexplicavelmente,
recordo a má nova,
(já lá vão tantos anos!)
anunciada quando adoeceste.
Descemos às catacumbas sombrias do hospital
e, depois de examinada,
diagnosticaram-te o pior…
A sós comigo os médicos deram-me a saber
a sentença: seis meses de vida!
Um punhal espetado no meu peito
não me faria maior ferida.
Sem lágrimas, sem forças, sem palavras
para dizer o absurdo do momento,
o mundo desabou em meu redor.
Não sei das fraquezas a que me agarrei
para ter forças para te enganar sorrindo:
_ Vai ficar tudo bem, Mãe!
Durante quase dois anos a fio
em que foste resistindo,
quantas lágrimas gritadas às escondidas,
e todos os dias um dia cortado no calendário…
e as noites mal dormidas
num sofrimento partilhado…
Horas infindas de desassossego constante
no acrescentar das doses,
no desespero de encontrar algum alívio
para a crueza de uma dor tão fatal.
Inexplicavelmente,
frente ao mar da Boa Nova…
recordo tudo, neste
Natal.
Para todos os amigos/as e visitantes deixo um simples apontamento de Natal . Desejo-vos saúde e paz de espírito e muita inspiração para continuar a publicar belos textos e fotos e tudo o mais que me tem deliciado. Obrigada!
Farei uma pausa nas publicações. Espero ter possibilidades de vos visitar, se não o conseguir, peço desculpa.
Até 2014!













