margaridas

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SER VERTICAL

Ser antes de tudo

o que se quer.

Não parecer o que se não é.

Ser afinal cada qual

quem é.

Ser sempre o que se deve ser.

Vertical.

Inteiro.

De pé.

Maria Emília Costa Moreira

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sábado, 21 de junho de 2014

RECORDANDO UM AMIGO!



(pastel óleo, ecoline e tinta da china s/ papel 32x 46)


Hoje, vou prestar uma singela homenagem ao médico que me acompanhou durante muitos e longos anos e que, estando eu com uma profunda depressão, me “forçou” a ir para a pintura, como forma de terapia.
Na altura, tendo perdido a capacidade de concentração e de memorização, a leitura e a escrita foram postas de parte.
Assim, o que começou quase como um passatempo tornou-se uma “obsessão” à qual me dediquei de corpo e alma e fui aprendendo e produzindo como uma louca.
Nunca imaginei organizar e participar em exposições de pintura e até receber algumas distinções nesta área!
Sempre gostei do desenho e de pintura figurativa. Mas como me aborrecia de fazer sempre o mesmo, aprendi a trabalhar com colagens e a fazer pintura abstrata.
Nem imaginam o prazer que me deu e como me fez “voar”!
Há pessoas que perante um trabalho deste género me interrogam com ar de “gozo”: - Mas afinal o que é isto? O que significa?!
- Nada em concreto! Ou muita coisa! Dependendo dos olhos e da sensibilidade de cada um…
A mim permitiu-me esquecer os momentos dificílimos que vivia, tentando recuperar da perda de um ente querido e da minha própria doença.
O doutor A. S. de L. já faleceu e deixou-me uma grande saudade.
Foram muitos e longos anos em consultas de mais ou menos duas horas, onde falávamos de tantas coisas…onde deixava correr as lágrimas de dor e revolta e ele escutava em silêncio, respeitosamente, e me aconselhava com uma infinita paciência…
Jamais o esquecerei! A minha eterna gratidão!
…E que falta me vai fazer na próxima” batalha” que terei de travar!

  Maria Emília

domingo, 8 de junho de 2014

ORIGEM...



( pastel seco s/ cartolina 70x50)


A magia existe em cada ovo.
Na pureza ovalada
E nas pulsações gritantes
Duma vida.
Eu fico expectante
Com receio de romper
A casca do teu silêncio…
E que o milagre deixe de acontecer.
Na secreta maciez
Da teia clara,
Pela calaza suspensa,
Anda a bailar em botão a flor da giesta.
Dai-lhe o tempo certo
E calor quanto baste.
A vida vem à tona e …é uma festa!


 Os meus poemas V

quinta-feira, 22 de maio de 2014

DESDITA




Merece um poema perfeito …este lugar!
Vacilo. Os versos soltam-se triturados de emoção.
 Tolda-se-me o olhar.
Pela tarde o céu brilha todo
Mergulhado nas águas
Enfeitadas do charco lodoso,
Salpicado de nenúfares abertos e em botão.
Um poema de silêncio tão pesado
Gravado dentro de mim.
Dança a folhagem esfiapada
Na brisa leve
E, o cântico dos pássaros
Se aquieta e se mistura
Na brancura flutuante sobre a podridão.
Por mais versos que faça,
Obstinada em arrancar-me um lírico filão,
Nada mais concebo que um magro poema.

E arrasto comigo esta maldição!

Os meus Poemas V



foto trabalhada no computador

sexta-feira, 9 de maio de 2014

ESTUDO (David Hockney)



ESTUDO(acrílico s/ tela 90x71 ano 1993)


DAVID HOCKNEY

Nos anos noventa, quando me virei para as artes e comecei a frequentar um Ateliê, tomei contacto com alguns pintores que de outra forma, penso que jamais os conheceria. Um deles foi David Hockney. Aqui vos deixo hoje um ângulo sobre o qual me debrucei, de uma obra de grandes dimensões de D. H. um pátio de uma casa mexicana.

DAVID HOCKNEY nasceu em Inglaterra (1937 )em Bradford. Quando jovem no Royal College of Art, participou numa exposição em que se anunciava a Pop Art britânica.
Em 1936 Hockney visita New YorK e entra em contacto com Andy Warhol.

D. H. além de pintor é também fotógrafo e gravador. Tem uma vastíssima obra espalhada pelo mundo, um sem número de exposições e muitos prémios. É considerado um dos mais importantes artistas britânicos do nosso século.

Wikipedia

domingo, 4 de maio de 2014

A TODA A HORA...



(lápis de cera e aguarela s/ papel 50x35)

Para me lembrar de ti, Mãe!
Não tenho dia nem hora.
A saudade bate à porta
e, mesmo sem licença para entrar…
instalou-se no meu peito e nele mora.
Ah! Lembranças sem fim!
Quão sábios ensinamentos
eu ouvia então e deitava fora
na minha arrogância juvenil…
Oh! Minha Mãe, minha Mãe!
Como eu os recordo agora! 

Os meus Poemas

quarta-feira, 30 de abril de 2014

AFECTOS




Bela é a tua boca de rosa
de pétalas carnudas enfeitada
e com gotas de orvalho humedecida
num sabor de volátil mariposa.
Um perfume leve de Primavera
transpira do teu olhar
de líquidos cristais verdes
poisando sobre os meus ombros nus.
São asas de corvos
o ondulado dos teus cabelos
abandonados no meu regaço
numa manhã extrema de luz.
Sobre a tua pele macia brilha
o espanto do sol
e mais tarde o ciúme da lua.
A cama coberta de fino lençol
para que a poesia habite nua.


Os meus poemas  (rep.)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CRAVOS DE ABRIL!



Desenho realizado no Paint - Abril 2014


O meu cravo de Abril é bicolor!

Tem pétalas de sangue:

O encarnado da alegria de outrora…

É hoje angústia e dor.

O meu cravo de Abril

Tem pétalas enegrecidas,

Pois que gente sem alma, sem lei e 

sem palavra

O sufocou sem piedade!

Medram os eleitos e os amigos,

 Num descaro e um despudor…

Tenho sede de justiça,

Sinto fome de verdade.

Abril…Abril…

Tão  longe vai a equidade!


“Os meus poemas”


25 de Abril 2014