
Cada vez que paro
para observar quem sou
por detrás do que pareço,
- numa face – os trabalhos pintados a pastel,
as manchas a aguarela e a nanquim,
os poemas burilados na folha branca
e o ar professoral e sério.
Tudo isto tem seu o seu preço.
Existe sempre na medalha o seu reverso,
- na outra face – uma alma solitária
envolvida pelo lume que a incendeia.
Em silêncio, obstinada,
escondo sentimentos e desejos.
Assumo os meus dias duros de granito,
entro dentro de mim nas noites tristes
e sinto a dualidade extrema do meu grito.
Rio da Fonte,28 de Janeiro de 2006
Um belo poema Emília para ser partilhado e sentido!
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