Grande é o poeta da penedia,
solitário, livre e sofredor.
Grande é o poeta que não adia
a caminhada, dura e tamanha
de denúncia e de amor.
Grande é o poeta que ousa
enfrentar quem vai ao leme
a conduzir a barca ao lodaçal,
e não teme
erguer a voz contra a divindade
que rege o universo, qual tirano,
no seu trono de cristal.
Grande é o poeta que canta
como quem semeia os frutos da igualdade
da humana condição.
Grande é o poeta quando,
em derradeiro grito repercutido nas fragas,
com tenacidade… tece a perfeição!
solitário, livre e sofredor.
Grande é o poeta que não adia
a caminhada, dura e tamanha
de denúncia e de amor.
Grande é o poeta que ousa
enfrentar quem vai ao leme
a conduzir a barca ao lodaçal,
e não teme
erguer a voz contra a divindade
que rege o universo, qual tirano,
no seu trono de cristal.
Grande é o poeta que canta
como quem semeia os frutos da igualdade
da humana condição.
Grande é o poeta quando,
em derradeiro grito repercutido nas fragas,
com tenacidade… tece a perfeição!
Rio da Fonte, 12 /3/2011
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha, nasceu em S. Martinho de Anta (Trás-os -Montes- Portugal)1907 - faleceu em Coimbra 1995. É um dos grandes poetas e contistas de língua portuguesa.
Também escreveu ensaios e peças de teatro. Os seus Diários são obras magníficas. Foi várias vezes proposto para o Prémio Nobel da Literatura. Infelizmente nunca ganhou. É um dos meus poetas preferidos.
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